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sexta-feira, 20 de março de 2009

INGRATIDÃO

"Porquanto, tenho conhecido a Deus, contudo não o glorificam como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu". Rm 1: 21.

A rebeldia, indiferença e ingratidão humanas em relação a Deus são alarmantes.
Para esses, Deus é aquele provedor que tem de suprir suas necessidades; todavia, não o reconhecem como o Senhor de suas vidas e possessões. Não o glorificam nem buscam uma comunhão que revele sua dependência, submissão e obediência.

Essa falta de reconhecimento tem chegado ao limite do abuso, da irreverência e do desrespeito. Só mesmo a longanimidade divina pode resistir à tamanha insubordinação. Sim porque “a benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não tem fim”. Lm 3: 22

O lobo andava sempre com fome e quando acontecia encontrar qualquer alimentação, devorava-a com tamanha voracidade que nem mesmo a mastigava.
Foi dessa maneira que certa vez ele se viu em apuros, sufocado com um enorme osso atravessado em sua garganta. Tentou expeli-lo por todos os meios: primeiro tossindo fortemente, depois tentando enfiar uma das patas na garganta por fim, bebeu o máximo de água que coube, mas foi tudo em vão. Nada deu resultado. Dai, então, sentou-se a beira do caminho e se pôs a chorar e a lamentar-se, julgando que morreria sufocado.

Uma cegonha que passava, vendo o lobo desesperado, indagou dele:

O que lhe aconteceu amigo? Por que se lamenta dessa maneira?

Tenho um osso atravessado na garganta que me sufoca. Se alguém se dispusesse a retirá-lo, sem precisar cortar minha garganta, disse o lobo.

Proponho-me a isso se confiar na minha habilidade, falou a cegonha.

Imediatamente o lobo descerrou a bocarra e a cegonha meteu nela seu longo bico com todo o cuidado possível. Era uma boca horrível, com uma dupla fileira de dentes aguçados e uma língua que mais parecia uma labareda. A pobre cegonha ficou arrepiada só de pensar que em outras circunstancias bem poderia estar sendo almoçada pelo lobo, mas extraiu o osso sem maiores dificuldades, usando a ponta do seu fino bico.

Prontinho senhor lobo, informou a cegonha e, depois disse jocosamente:

E agora que o perigo está descartado e que a dor maior já passou, qual é a recompensa que terei pelo trabalho rápido e hábil?

Recompensa? Não me diga que ainda pensa em receber um pagamento? Grunhiu o lobo mal agradecido. Você meteu sua cabeça inteirinha dentro da minha boca e lá permaneceu o tempo suficiente para que eu...
Bem, afinal retirou-a da minha boca intacta e isso não é o bastante? Poderia muito bem devorá-la, pois estou mesmo com muita fome!

A cegonha saiu apressadamente, pensando: Que prepotente ingrato. Eu poderia deixá-lo sucumbir sufocado e não o fiz!

Fique na Paz do Amado e até breve!
Sarah Virgínia

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